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Centro Social de S. Víctor aposta em sistema de gestão e qualidade 
Centro Social da Paróquia de S. Victor está a implementar um Sistema de Gestão da Qualidade
O Centro Social da Paróquia de S. Victor está a implementar um Sistema de Gestão da Qualidade, no âmbito do projecto “QUALSER – Qualificar para melhor Servir”, tratando-se de um programa de formação e acção para organizações da economia social, promovido pela Conferência Episcopal Portuguesa e financiado pelo POPH.
Este é um projecto que tem como objectivo qualificar as instituições sociais da Igreja para o cumprimento dos requisitos da qualidade de acordo com a NP EN ISO 9001:2008 – Sistema de Gestão da Qualidade e os Modelos de Avaliação da Qualidade das Respostas Sociais do ISS, IP.
Em declarações ao Diário do Minho, o presidente do Centro Social da Paróquia de S. Victor reconheceu que a implementação deste sistema de gestão da qualidade, que
tem como entidade formadora a consultora “I.Zone Knowledge Systems”, é uma «grande transformação» na vida da instituição, desde logo a nível da organização.
Segundo o padre António Sérgio Torres, na paróquia existiam o Centro Social da Paróquia de S. Victor e o Centro Social e Paroquial da Armada.
«Com a reflexão que fizemos à volta de toda a implementação deste sistema de gestão da qualidade, achámos por bem fazer a fusão dos dois centros sociais.
Portanto esta foi a primeira medida decorrente desta reflexão e deste trabalho que estamos a fazer. Assim, desde 14 de Dezembro do ano passado deixou de haver o Centro Social e Paroquial da Armada, passando a existir apenas o Centro Social da Paróquia de S. Victor, que aglutina todas as respostas sociais que nós tínhamos nos dois centros», explicou o sacerdote.
Desta forma, o centro social, neste seu novo figurino,passou a disponibilizar as valências de creche, centro de actividades de tempos livres e o serviço de apoio domiciliário.
«Aquilo que vamos percebendo é que, quer nos dias de hoje, por imposição, no sentido positivo, de todo o ambiente que nos rodeia, quer ainda por imposição, também no sentido positivo, daquilo que a Segurança Social nos pede, gestão de um centro social tem que ser cada vez mais profissional», salientou.
Para o presidente do Centro Social da Paróquia de S. Victor, o serviço que a instituição presta aos utentes tem de ser de muita qualidade a todos os níveis. Por outro lado, o serviço que os colaboradores prestam dentro de portas tem também que ser um serviço que responda, não só ao desejo de satisfação dos utentes, como também possa ser fonte de satisfação para os próprios colaboradores e para a instituição.
Segundo revelou, estes primeiros meses têm sido, por isso, muito trabalhosos pela quantidade de horas de formação, cerca de 400, que 50 por cento das pessoas do centro social estão a realizar. Os outros 50 por cento terão que fazer mais de 120 horas de formação. «No fundo, vai exigir um bocadinho de todos, mas vai valer a pena», porque, «no futuro, vamos trabalhar melhor e com mais qualidade», salientou.
Neste momento, sublinhou o padre António Sérgio Torres, o sistema já está a funcionar e, com a fusão do Centro Social e Paroquial da Armada já decretada pela Autoridade Eclesial competente, toda a estrutura existente está a trabalhar em conjunto. Tudo isto, realçou ainda, implica uma série de mudanças em termos de administração, sobretudo pelo facto das valências não se encontrarem todas no mesmo espaço físico. Por exemplo, o espaço do serviço de apoio domiciliário, que deverá entrar em obras depois da Páscoa, está situado no Bairro das Enguardas. «Esta separação física do espaços obriganos a outros modos de trabalho», para conseguir juntar o que até agora estava dividido, sustentou.
O sacerdote revelou ainda que o processo de formação deverá ficar concluído até ao final deste Verão, continuando depois a desenvolver-se tudo o que é necessário para conseguir a certificação do centro social.
12-02-2011 
 
 
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